(Imagem de Crónicas do Coração da Cidade)Hoje
descobri flores
nas paredes frias desta cidade
cheia de pessoas distantes...
e sentei-me comigo própria
a pensar a multidão
tão perto e tão longe...
Mas eu estava viva
ardia por dentro
e percorri-me até ao infinito
de mim e dos outros...
Os outros que estavam lá,
de olhares perdidos
num horizonte de rotinas,
às vezes já só pelo hábito
de serem rotina...
e a cidade ficou tão vazia
(estava eu só dentro dela!)
Arminda Branca M.V.Pinto
Porto, 20-03-1980
descobri flores
nas paredes frias desta cidade
cheia de pessoas distantes...
e sentei-me comigo própria
a pensar a multidão
tão perto e tão longe...
Mas eu estava viva
ardia por dentro
e percorri-me até ao infinito
de mim e dos outros...
Os outros que estavam lá,
de olhares perdidos
num horizonte de rotinas,
às vezes já só pelo hábito
de serem rotina...
e a cidade ficou tão vazia
(estava eu só dentro dela!)
Arminda Branca M.V.Pinto
Porto, 20-03-1980





53 comentários:
Pode-se estar rodeado e sentir-se só. Mais ainda nestes dias de tanto calor nos que até as ideias e os conceitos se alteram.
Gostei muito desta reflexão tua, sim, é o vivo retrato duma realidade.
Que sejas muito feliz, sempre.
Há paredes frias na cidade... há pessoas distantes de olhares perdidos... e depois, há as tuas belas palavras, que batem compassadamente ao ritmo da poesia, nesse coração lindo, que é o teu.
Um beijo meu, querida Branca
...é a eterna solitude
que habita em nós
desde sempre!
não há como fugir dela,
mesmo em meio à multidão
de sós...
bj, querida poetisa!
As vezes nos pegamos assim, a sós, entre tantos, mas mesmo na frieza solitária, há flores, há vida...
Beijo pra ti
Lindo texto.
Olá Branca;
São os problemas das grandes cidades,... de todas as grandes cidades!.
E se hoje, numa grande cidade alguém ao se cruzar contigo diz bom dia, acrdita que não é para ti, é porque ele está a falar ao telemovel...
Belo tema trouxeste para aqui, porqe além de bem escrito, faz reflectir a quem o lê.
bjs, Branca.
Osvaldo
Gosto de te ler! Um abraço...
Olá Branca, belo texto...Espectacular....
Beijos
Olá Branca,
Hoje as flores da cidade foram regadas gota a gota…
De vida e de sentir o calor emanado delas e de ti…
infinito sempre que o horizonte é amplo como o teu onde a rotina tem sabor a gelado de morango…
Branco o chantily como doce de ti…
...
Imenso beijinho
Transformei o FIM num INTERVALO...
Podes visitar-me de novo.
Sabes o que são saudades...?
Beijos
A pior solidão é aquela que acontece no meio da multidão.
Um abraço e tudo de bom para si.
Ah! Bom S. João
Querida Brancamar,
e nem sempre a solidão impera na cidade e nos silencios ... sobretudo quando alguém escuta de/ e com o coração...e está atenta à vida em seu redor...
TUDO DE BOM!!!!
Bjkas!
["]
(estava eu só dentro dela!)
["]
ser assim, em dacalque, é estender-te um beijo, mais uma vez
[...]
em resumo, este poema É:
a menina que há em TI, re.lembrada agora, na senhora que és e serás sempre
[...]
sempre
[.]
um beijo meu.
Branca
É assustadora a frieza das pessoas com quem nos cruzamos.
Na minha terra natal, as pessoas cumprimentam-se quando se cruzam nas ruas, conheçam-se ou não....
É isso que faz com que os muros de pedra estejam permanentemente floridos!
Nascem a todo o instante
Os sentires vindos da alma
Tatuados a cada semblante
Um beijo na tua procura
Um abraço fica suspenso
Um sorriso desponta da tristeza
Um olhar prende o momento
Boa semana
Doce beijo
Branca,
a beleza das asas...
imenso beijinho
recuando no tempo. escrito por ti em 1980.
é uma realidade nos temposde hoje.
Mas depois de ler alguns dos comentarios deixados...
- eu ainda andava na escola...
- Não havia telemoveis...
- As pessoas ainda diziam Adeus...
- Não existia a frieza dos dias de hoje..
- A internet não existia ao nivel de hoje.
por fim:
Gosto de te ler!...
:))
Beijinhos
(...)Os outros que estavam lá,
de olhares perdidos
num horizonte de rotinas,
às vezes já só pelo hábito
de serem rotina...
e a cidade ficou tão vazia
(estava eu só dentro dela!)
Lindo!!!Jinhos mil
Querida Branca,
Lindo!!!!!
Beijinho
CA
Boa tarde, Brancamar!!
Quero agradecer-lhe, em nome da organização da blogagem colectiva Aldeia da minha vida, por ter participado, na qualidade de leitor , eleitor e pelo seu contributo para o sucesso da mesma.
Dia 30 de Junho serão publicados os resultados.
Até lá, um bom fim de semana!
Susana Falhas
No coração da cidade há tanta coisa que desconhecemos. Tanta solidão disfarçada de indiferença. Tanto desejo de vida escondido nas rotinas.
Um beijo, Branca, aí, contigo.
Olá Tia Branca,
em 1980 era eu catraia e achava que o Mundo era lindo e justo. Recentemente voltei (pela enésima vez) a ter a certeza de que nos tratam de acordo com o invólucro: tipo de roupa, acessórios, se anda de cadeira de rodas, se não anda, enfim, sabe do que falo.
Não tenho "viajado" pela cidade, ando naqueles circuitos curtos casa/hospital/casa. Até tenho medo de voltar á frieza das ruas cheias de gente.
Depois se verá. Se eu sentir medo venho esconder-me aqui, pode ser?
Grande beijo.
Olá miúda "Xanfrada",
Em Março 1980 eu era uma jovem de 28 anos, hoje escreveria este poema de outra forma, apesar de as cidades serem porventura mais frias, mas nunca diria: "(estava eu só dentro dela)" - presunção própria da tenra idade, de quem pretende ser a única inteligente numa multidão alienada. É evidente que a poesia leva os sentimentos ao extremo em determinado momento, é evidente que a alienação é ainda maior, em virtude do consumismo desenfreado dos últimos anos e de uma grande normalização que há sempre em todas as sociedades evoluídas(?), mas tenho ao longo da vida encontrado dentro da cidade pessoas que são de uma riqueza interior ímpar e que fazem a diferença e ainda são muitas felizmente, da minha geração, mais velhas, mas também muitos jovens, o que me enche de orgulho porque é sinal que apesar de tudo os bons exemplos passam.
Os problemas de fundo são sempre os mesmos, talvez pior a falta de tempo para os outros a que nos obriga a vida profissional, mas mesmo assim encontro na minha cidade muitos nichos de afectividade e boa convivência.
Não tens que ter medo, eheh, sei que falas um bocadinho a sério, um bocadinho a brincar, mas as cidades não comem ninguém, se lhes abrirmos os braços, elas também nos abrem os seus, sabes que eu sou teimosamente optimista. O que me mói mais na cidade são as estruturas, o trânsito, os horários apertados.
Claro que podes sempre vir esconder-te aqui, debaixo da minha asa. :))
Mil beijinhos
A todos os amigos que vão passando, peço desculpa pelo pouco tempo que tenho tido para vós, prometo que nos próximos dias passarei por todos, como aliás já fiz ontem com alguns.
Beijinhos
e volto
:)
ou re.volto
para te deixar o beijo,
de amizade,
e o desejo de um bom fim de semana.
._________querida Branca
.as
palavras
.doces
envolvidas em mansa chuva
.aceite______entre duas sílabas
como um pássaro_______d´asas finas
procurando
o infinito_________...
_____________///
belo o teu poema
beijO_____ternO
bFSemana
Branquinha,
bom fim de semana...
asas de borboleta
imenso beijinho
e voltei. a esta cidade. aqui em metáfora.
de luz.
deixo aquele abraço. que os dias prolongaram.
bom fim de semana Branca(de alva).
eu é que agradeço.
beijo.
(imf)
Olá Branca:
Hoje a cidade veste-se de cinzento e envolve-se de pingas de chuva...
Lindo poema para quem vagueia a solo pela cidade...
Beijos
Olá Branca,
Passei para te lêr e cumprimentar.
Abraço forte
Joy
Mas... amiga,
há sempre flores dentro da cidade.
Temos de descobri-las.
E então já não estaremos sós!
Beijinhosss
Brancamar,
A cidade não ficou tão vazia assim porque tu estavas dentro dela.
Só tu és um ... MUNDO!
Querida Branca,
vim deixar-te um sorriso imenso para a tua semana...
... e, pois claro, um beijo meu!
As flores que habitam em nós... e no perfume que delas emanam.
Beijinho e uma excelente semana ;)
Obrigado.
Conseguiste emocionar-me...
SEM QUERER
A humidade que cria a emoção,
fez que uma gota terna e cálida
deslize pelas minhas faces,
até ao canto da boca;
para deixar o sabor a salgado,
como o do nosso mar;
que se foi fazendo doce,
ao perceber a alegria
das marchas populares,
que fazem inchar o peito,
para proferir com orgulho,
sou português.
Beijo-te, fruto da emoção provocada na alusão às quadras que fiz à minha amiga Maria João "Juani"...
Nunca ninguém me disse nada tão bonito.
Estou-te infinitamente reconhecido... e agradecido.
Olá miga Branca,
Gostei muito deste texto.
Tenho andado bastante ausente, mas está no meu coração.
Beijo grande
Lisa
Um poema lindíssimo. Mais um de entre os muitos que tens feito.
Bem-hajas!
Desculpa a ausência.
Beijinhos
Há poemas a que o tempo não tira a beleza... e a verdade.
"Mas eu estava viva
ardia por dentro
e percorri-me até ao infinito
de mim e dos outros... "
Um beijo grande, Branca.
Olá Brancamar!
A blogagem da Aldeia da Minha Vida foi um grande sucesso, graças à sua participação e divulgação.
Convido-o(a) a participar na próxima blogagem de Julho “ Férias na Minha Terra”.
É uma oportunidade única para demonstrar a todos que vale a pena passar férias no nosso país, especialmente na nossa querida terra, seja ela aldeia, vila ou cidade.
Inscreva-se e mande o seu texto até 7 de Julho para o seguinte e-mail: aminhaldeia@sapo.pt
Para premiar a sua participação, vamos atribuir ao melhor post um fantástico prémio e ao melhor comentário também.
Muito obrigado pela sua atenção!
Votos de um feliz dia!
Susana Falhas
Olá minha querida,
tens toda a razão, a frieza com que se vive nas grandes cidades é incrivel! Eu tenho a sorte de viver num sitio pequeno onde as pessoas se cumprimentam pelo nome...
Adoro o que escreves!
até já
Bjhs
e,
venho deixar-TE
um beijo
e,
o desejo de um bom fim de semana.
:)
Querida Branca,
que o teu fim de semana seja magnífico.
Um beijo com carinho
Olá Branca
Passei para te cumprimentar e desejar um bom fim de semmana.
Abraço forte
Joy
ola Branca
Vim ler umas palavra tuas, lindas omo sempre ;)
bom domingo, beijinhos, Lina
Mas os golfinhos continuam felizes
A cavalgar ondas de madrepérola
A Lua sorri tristemente e pensa
Haverá alguém mais perverso do que ela?
Haverá?! Há sempre uma deusa perdida
Nos labirintos da contradição
Há sempre alguém que usa a palavra amor
Soprando doce veneno ao coração
Boa semana
Doce beijo
Quando o pensamento vai além do corpo em que estamos geralmente confinados...
Bonito
Abraço do Zé
Olá! minha nova amiga.
Um poema qu me emocionou muito.
Semprena penúmbra de uma solidão, existiram flores e renascimentos.
Seu poema é lindo...
Adorei seu cantinho e estarei sempre presente aqui.
Beijos de muita paz, luz e bençãos.
Abraços de ternura de sua nova amiga.
Regina Coeli
Querida Branca,
Quantas vezes estamos rodeadas de pessoas e nos sentimos sós...
Um lindo texto este.
Deixo-te um forte abraço.
Que lindo!
beijo
[50]
um beijo
e,
o desejo de um bom fim de semana.
.b.r.a.n.c.a.
:)
O "andar solitário entre as gentes" é cada vez mais uma realidade dos nossos dias.
Lindo este poema de urbanidades feito.
L.B.
tantas vezes me sinto assim... sozinha num mar de gente!
um beijo, branca
luísa
É bom sentir a ternura de tão bela poesia, parabéns.
Enviar um comentário