
é uma farpa
a doer-me no corpo
e há correntes
atrás das palavras,
pensamentos exaustos
da luta do silêncio.
Há Homens que trazem voz de vento
e sopram atrás das montanhas,
do arame farpado
e das grades das prisões.
Eu ouço o eco da sua voz
como um grito imenso
na minha consciência.
Eles que são um povo inteiro!
E o povo neles destruído
amordaçado
a gemer o sangue das palavras
assassinadas…
Arminda Branca Vieira Pinto
Fevereiro de 1974 (aos 19 anos)
Em homenagem, aqui e agora, a todos os Homens que neste nosso mundo ainda são prisioneiros da sua consciência.
Visite o site da www.amnistia-internacional.pt/ e saiba como ajudá-los, ajudando a fazer um mundo melhor.






MYRA LANDAU - 


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